Como eu já tinha comentado em um post anterior, fui ao cinema com a Roberta no domingo pra ver Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II. Também comentei que queríamos ir ver "Cilada.com". Vamos, no sábado.
Bom, voltando ao domingo. Eu estava na sala de cinema com a Beta quando começou a passar os trailers. Primeiro, passou o trailer de "Capitão América". Eu virei para minha querida amiga e disse "Sabe que quando eu era menor eu sempre confundia o Capitão América com o Capitão Planeta, aquele super-herói que salva o meio-ambiente, sabe qual é? Até que ia ser bem legal se fizessem um filme dele, né?" Dito e feito. Abri O Globo de hoje e li, no Segundo Caderno, uma nota que dizia que, de fato, o super-herói verde ganhará um filme em breve. E ainda há quem diga que as palavras não tem poder, hein! hahahahahaha
Mas o assunto principal do post de hoje não é nem o Capitão América, nem o Capitão Planeta. É o Tintin. Quando eu era menor, eu era completamente viciada no desenho que passava na tv do jornalista Belga que rodava o mundo com seu fox terrier branco, Milu. Fiquei muito feliz quando vi o trailer de seu filme!!
Hoje, no mesmo jornal O Globo, li uma reportagem sobre esse filme, dirigido pelo mestre Spilberg. Fiquei com ainda mais vontade de ver o filme! hahaha
Aqui está a matéria:
"PARIS - Para os meninos, o barato eram as lutas, os perigos, a possibilidade de descarregar a pistola nos bandidos e o cachorro branco que sempre o acompanhava. Já para as meninas, o encanto estava na curiosidade excessiva, no cabelo de bom moço, no jeito de escoteiro e também, é lógico, naquele mesmo cachorro branco. Mas, para muitas das gerações que desde 1929 seguem suas histórias, o barato e o encanto se confundiam, embaralhados pelo mistério, pela ação, pelo suspense. A única certeza era de que Milu, o fox terrier branco, era o melhor amigo do homem, desde que este tivesse cara de garoto, fosse belga e trabalhasse como jornalista. Tudo isso fez com que Tintim, herói que está perto de ganhar uma nova adaptação cinematográfica dirigida por Steven Spielberg e com uma aposta em novos recursos tecnológicos, se tornasse um dos mais amados da história dos quadrinhos. O filme, chamado "As aventuras de Tintim: o segredo do Licorne", será lançado no exterior entre outubro e dezembro e chega ao Brasil em 20 de janeiro, com cópias em 3D.
Eu não entendi o que estava escrito, mas ficou claro que a disposição das ilustrações era como o enredo de um filme. O Hergé montava seus quadros como se tivesse uma câmera nos ombros - conta o cineasta
Tintim foi criado numa tira de jornal, em 1929, pelo ilustrador belga Hergé, na época com 21 anos, e acabou se tornando uma bem-sucedida franquia com 24 livros (atualmente publicados no Brasil pela Companhia das Letras) e versões para teatro, TV e cinema. Mas, diferentemente da maioria dos fãs, Spielberg não era mais um menino quando leu pela primeira vez uma história de Hergé. Ao contrário, já era um reconhecidíssimo cineasta, com "Tubarão" (1975) e "Contatos imediatos de terceiro grau" (1977) no currículo, e com um recém-lançado "Indiana Jones e os caçadores da arca perdida" (1981) iniciando uma promissora carreira nas salas de cinema. E foi daí que veio a coincidência: o diretor pegara uma revista francesa para tentar compreender o que falavam de seu novo filme e acabou encontrando diversas citações àquelas duas sílabas. Spielberg pediu, então, para que um assistente lhe trouxesse os livros de Tintim.
- Eu não entendi o que estava escrito, mas ficou claro que a disposição das ilustrações era como o enredo de um filme. O Hergé montava seus quadros como se tivesse uma câmera nos ombros - conta o cineasta, num hotel de luxo de Paris, durante uma rodada de entrevistas com jornalistas de todo o mundo. - Além disso, fiquei surpreso por haver um personagem aventureiro que rodava o mundo bem antes de pensarmos em fazer o primeiro "Indiana Jones".
Pouco depois de ter descoberto Tintim, Spielberg falou com sua produtora e sócia, Kathleen Kennedy, que telefonou para Hergé. Eles queriam comprar os direitos dos livros, mas o ilustrador morreu logo em seguida, em 1983, aos 75 anos, deixando para sua viúva, Fanny Rodwell, a tarefa de assinar o contrato da adaptação. A partir dali, aconteceu o que é de costume no cinema em qualquer canto do mundo, com atrasos no projeto, roteiros sendo escritos e reescritos e outros compromissos passando à frente na fila.
Faltava, também, o recurso que Spielberg considera hoje essencial para seu novo filme: "As aventuras de Tintim" foi rodado em >ita
- Algumas ferramentas ficam disponíveis por muito tempo até que nossa imaginação perceba como elas devem ser usadas - diz Spielberg. - O que é assustador para mim, como cineasta, é fazer sempre as mesmas coisas, com as mesmas ferramentas. Com "Tintim", nós apenas usamos uma tecnologia nova, mas o que continua sendo fundamental em tudo é a história: a mensagem não está na forma, e sim nos personagens. Eu acho que Hergé fazia suas histórias de seu jeito porque não havia outra possibilidade para a época. Hoje, temos uma maneira diferente de contar uma história originada nos quadrinhos.
Na produção de "As aventuras de Tintim", junto a Spielberg e Kathleen, está o cineasta Peter Jackson (diretor de "O Senhor dos Anéis" e "King Kong"), fã de longa data da obra de Hergé. A ideia do trio é que o projeto dê origem a pelo menos uma trilogia - o que, em Hollywood, só pode ser completamente confirmado após a certeza de que o primeiro filme obteve sucesso -, sendo que uma das continuações seria dirigida por Jackson. O roteiro deste primeiro longa, "O segredo do Licorne", reúne parte das tramas de três dos livros de Hergé: o próprio "O segredo do Licorne", "O tesouro de Rackham, o Terrível" e "O caranguejo das pinças de ouro".
Para dar voz e movimento a Tintim, foi escalado o ator inglês Jamie Bell, famoso por seu papel em "Billy Elliot" (2000). Já o personagem do Capitão Haddock, um marujo alcoólatra amigo do protagonista, ficou a cargo de Andy Serkis, outro ator inglês, este já bem acostumado com a motion capture após viver o atormentado Gollum nos filmes "O Senhor dos Anéis" e também o gorilão de "King Kong". Estão no elenco, ainda, Daniel Craig, Simon Pegg, Nick Frost e Toby Jones.
- Em "O Senhor dos Anéis" eu era o único ator a utilizar a motion capture, mas agora é um filme inteiro feito desta forma - conta Serkis. - Eu não acho que a tecnologia exija menos de um ator. Você precisa criar toda a personalidade, o espírito do personagem. Você precisa compreender o que seu papel pretende, e nisso não há diferença alguma entre a motion capture e a filmagem habitual. O recurso basicamente é de uma maquiagem digital.
A escolha de Paris como palco para apresentar aos jornalistas algumas sequências do filme e discutir detalhes do projeto passa muito pela fácil assimilação do personagem entre os europeus. Na França, por exemplo, o jovem repórter aventureiro é um razoável fenômeno literário, e seus livros, que já foram traduzidos para mais de 80 idiomas, são facilmente encontrados nas lojas. É, porém, uma situação bem distinta da que ocorre no outro lado do Atlântico. Nos EUA, Tintim não tem nada de popular. Por isso, Spielberg vai aproveitar também a homenagem que receberá na feira de quadrinhos Comic-Con, em San Diego, amanhã (leia mais sobre a feira na página 3), para exibir cenas de "O segredo do Licorne" e tentar elevar a expectativa americana em relação a seu filme.
- Na América, se você perguntar nas ruas, as pessoas vão te dizer que o Tintim é um cachorro - brinca Jamie Bell, outro que se declara fã do herói. - Eu projetava tudo o que queria para a minha vida no Tintim. Eu queria viajar, atirar nos caras malvados, andar por aí com um capitão bêbado. E é curioso porque eu não sabia muito sobre ele. Que jornalista é esse cujo nome nunca aparece nos jornais? Quem são seus pais? Por que ele tem um cachorro? São todas perguntas que devemos nos fazer para preencher a nossa imaginação.
O novo Indy de Spielberg
Se depender apenas disso mesmo, da imaginação de alguns, sobretudo de seu principal cineasta, "As aventuras de Tintim" tem tudo para emplacar. Spielberg não lança um filme como diretor desde "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", de 2008. Agora, está com três projetos, além da adaptação da obra de Hergé. Ainda este ano, chega aos cinemas americanos o drama "War horse", sobre um jovem que vai à Primeira Guerra Mundial para salvar seu cavalo. Depois, para 2012, Spielberg vai rodar a cinebiografia "Lincoln", com Daniel Day-Lewis no papel do ex-presidente americano Abraham Lincoln. E, por fim, está prevista para 2013 a estreia de "Robopocalypse", uma ficção científica sobre um mundo controlado por robôs.
Identificação com Tintim
São filmes bem diferentes, todos vindos de um homem que já provou ter a capacidade de arriscar. Assim como o agora seu Tintim.
- Sempre me identifico um pouco com meus personagens. Eu me vejo em muitos deles, como, por exemplo, no Indiana Jones, tirando o fato de eu ter medo de altura. Gostaria de ser o Indy até ele precisar de um dublê (risos). Já com o Tintim, aquilo com que eu mais me identifico é sua capacidade de não aceitar que pode perder um desafio. Ele sempre acredita que vai conseguir. Eu também sou assim - conta Steven Spielberg."
Bom, por hoje é só!
Beijo Para Quem Fica,
J.

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